110 alunos do Conservatório de Música de Barcelos participam na ópera “Carmen”, de Bizet.

 

O Conservatório de Música de Barcelos apresentou nos dias 08, 09 de 10 de junho a famosa ópera Carmen de C. Bizet no Teatro Gil Vicente em Barcelos. Num projeto preparado pelo estúdio de ópera do CMB ao longo de todo o ano letivo, esta obra prima do compositor francês é uma das mais apresentadas nos teatros e festivais de ópera do mundo (nos últimos cinco anos uma média superior a 3000 récitas/ano) a par com a Traviata de G. Verdi a Flauta Mágica de W.A. Mozart.

O Estúdio de Ópera do CMB tem como objetivos principais proporcionar aos alunos de canto uma formação base de interpretação cénica e fazer chegar ao público este grandíssimo género musical. OPERA significa Grande Obra por conjugar várias artes - como a música, a texto literário, o teatro, a cenografia, figurinos e adereços -  numa só obra.

O elenco desta produção (c. de 110 alunos), que teve como responsáveis os Professores Carlos Martinho (direção musical), Maria João Gonçalves (responsável pelo estúdio de ópera) e Ana Quinta (figurinos, cenários e adereços), contou com a participação dos alunos Catarina Miranda e Cláudia Pereira (Carmen), Pedro Cibrão (Don José), Juliana Macedo e Tânia Macedo (Micaela), João Miranda (Escamilho), Bruno Miranda (Moràles), Lucas Lomba (Zuniga), Bárbara São Bento e Mariana Figueiredo (Frasquita), Diana Martins, Inês Cibrão e Joana Teixeira (Mercedes), Marco Vilas Boas (Dancaire), Inês Ferreira (Lillas Pastia), Bruno Miranda e Tiago Carvalho (Guia) e ainda o Coro dos Pequenos Cantores, Coro Galtom e Orquestra de Sopros do CMB.

Uma das professoras responsáveis salientou “...a qualidade dos alunos da classe de canto bem como uma rara sensibilidade da Direção do CMB em dar todas as condições possíveis e um trabalho de equipa excecional permite-nos ter a ousadia de abraçar este tipo de projetos, que começaram com pequenas cenas de opera até chegarmos a produzir operas completas. Neste projeto específico tivemos a felicidade de contar com a participação do Coro Galtom e o Coro dos Pequenos Cantores bem como da Orquestra de Sopros do CMB, que muito contribuíram para transcender a nossas expetativas, dado o grau de exigência física, mental e emocional que este tipo de projetos exige.”

Numa história carregada de fortes manifestações humanas, como o amor, o ciúme, a sensualidade, o deslumbramento, que culminou num final naturalmente trágico, onde o público saboreou durante mais de duas horas todo este enredo que passou pelas famosas árias Habanera e do Toreador que muito contribuiu para a expressiva manifestação de contentamento do público, que esgotou o Teatro Gil Vicente nos três dias.